Guia Completo das Criptomoedas: Tudo o que você precisa saber

Publicado por daniela mainardi em

guia completo das criptomoedas

Para muita gente, as criptomoedas parecem uma realidade futurista ou algo totalmente fora do comum. Então, para esclarecer todas as dúvidas, preparamos este Guia Completo das Criptomoedas.
Sobretudo, elas estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia. Já é possível usá-las para pagar por produtos e serviços, mas elas estão indo além disso. Afinal, as criptomoedas vêm tomando lugares em que antes eram habitados apenas pelo dinheiro convencional.
Do mesmo modo, desde 2020 no início da pandemia, as criptomoedas têm se mostrado como fortes opções de investimento. Afinal, só o Bitcoin, por sua vez, quebrou diversos recordes de valor e outras criptos também tiveram destaque. Acompanhe o guia e saiba um pouco mais sobre esses ativos que vem revolucionando o mercado.

Começando pela criptografia

Para entender o que são criptomoedas, precisamos falar primeiro do conceito de criptografia. Você já deve ter escutado o termo “dados criptografados”, não é mesmo? A criptografia consiste na ação de codificar e decodificar dados. Mas como isso funciona exatamente? Quando algum dado é criptografado, é usado um algoritmo para criar um código que transforme este formato original deste dado, fazendo com que ele não possa mais ser lido. Ou seja, é uma camuflagem. Dessa forma, os dados originais só poderão ser lidos com um código ou chave específica. Portanto, a criptografia nada mais é do que uma solução de segurança que pode ser aplicada em diversos tipos de arquivos ou dados contidos em mídias de armazenamento. Sobretudo, as criptomoedas são a fusão deste conceito de segurança e moeda de troca.

Como surgiram?

Apesar de serem consideradas novidade para muitas pessoas, as criptomoedas já estão no mercado há vários anos. Pode-se dizer que as criptomoedas são os resultados de anos de pesquisas e sua origem data da década de 80. Isso porque naquela época houve o aumento de interesse em criar moedas digitais. Então, David Chaun (um dos primeiros criptógrafos do mundo) criou na época o “e-cash”, considerada a primeira moeda digital. David é popularmente conhecido como o “avô do Bitcoin” porque lançou esta versão de moeda digital quando a internet comercial ainda estava iniciando.
Com o passar dos anos, os estudos criptográficos foram aprofundados. Assim, em 1998, Wei Dei(engenheiro de computação) criou o “B-Money”, uma nova adaptação de moeda virtual. Já no ano seguinte, Tom Sander e Ammon Tashama criaram as árvores Merkle que representavam as moedas digitais e conseguiam comprovar a posse das mesmas.
Então, mais alguns anos se passaram, e em 2008, Satoshi Nakamoto uniu o conceito de criptografia com a moeda digital de Wei Dei para criar o Bitcoin. Sobretudo, todos estes sistemas foram aperfeiçoados ao longo dos anos e ficando seguros para atingirmos a estrutura de criptomoedas que temos hoje.

O que são criptomoedas?

Bom, já sabemos como elas surgiram, mas o que elas são de fato? Então, genericamente falando, criptomoedas são um tipo de dinheiro, são um ativo financeiro. Embora ainda não seja em larga escala, você pode usá-las para pagar por compras e serviços. Além disso, sua atuação é virtual e não são controladas por nenhum governo. Elas são monitoradas por meios de protocolos de internet e são trocadas entre pessoas sem intermediação governamental ou bancária.
Para exemplificar, podemos usar a frase do Fernanado Ulrich(escritor do livro Bitcoin: A moeda na era digital): “O que o e-mail fez com a informação, o Bitcoin fará com o dinheiro”. Ou seja, a proposta das criptos é facilitar o acesso, pagamentos e transações. Assim, resumindo o conceito, as criptomoedas são ativos digitais descentralizados que usam criptografia.

Como elas funcionam?

Como não existe uma autoridade que faça o controle centralizado das criptomoedas e acompanhe as transações, elas funcionam através do sistema blockchain. Assim, este sistema registra e valida as atividades com criptomoedas garantindo a organização das transações.
Todas as operações são feitas com esta tecnologia blockchain que é um registro público, da forma que se houver alguma alteração indevida ela poderá ser revertida, evitando fraudes. O blockchain é, basicamente, um grande registro de transações.
Quem faz este registro das transações são os chamados “mineradores”. Você provavelmente já deve ter escutado o termo “minerar criptos”. Funciona assim: os mineradores oferecem a capacidade de processamento dos seus computadores para fazer o registro das transações e conferir as operações feitas com as criptomoedas. Assim, em troca, eles são remunerados com criptomoedas.

O uso das criptomoedas é legalizado?

As regulamentações quanto a essa tecnologia ainda vêm sendo criadas ou sofrendo alterações. Grande parte das nações não tem um conjunto de regras específicas para o uso delas, mas elas já são 100% legalizadas em diversos países. Sobretudo, no Brasil algumas regulamentações já estão sendo criadas. Por exemplo, as financeiras que operam com esse tipo de moeda são obrigadas a informar todas as suas transações para a Receita Federal, segundo a normativa nº1888. Além disso, também é preciso fazer a declaração da compra e venda de criptomoedas no Imposto de Renda, pois são tidas como “Bens e Direitos”. A tributação de ganho de capital é de 15% sobre lucros acima de R$ 35.000,00 por mês.
Criptomoedas possuem o mesmo valor que um ativo financeiro. Assim, a Receita enfatiza que, embora elas não tenham uma cotação oficial, as operações devem ser comprovadas com documentação legítima. Contudo, apesar de ainda não existir uma regulamentação completa e específica para ativos digitais no Brasil, isto não significa que a sua posse é ilegal.

E elas são seguras?

Esta é uma pergunta que sempre surge quando se começa a pesquisar mais afundo sobre criptos. Como mencionamos, apesar de nenhum governo controlar diretamente, existe um sistema de controle de operação. Afinal, A compra e venda de criptomoedas é feita por meio de tecnologia criptografada, pensada justamente para garantir a segurança de todo o processo. Além disso, todas as transações realizadas ficam registradas. Do mesmo modo, estas transações não podem ser feitas de forma anônima, pois tudo fica registrado no histórico da rede.

Por que, muitas vezes, as criptos são associadas a esquemas de pirâmide?

O que acontece é que muitos esquemas fraudulentos usam as criptomoedas como chamariz para o seu negócio, prometendo valores inalcançáveis. Isso acontece, principalmente, pelo fato de que grande parte da população ainda não tem muito conhecimento sobre o funcionamento das criptos. Assim, fica mais fácil para criar um esquema fraudulento envolvendo-as. Porém, as criptos não tem nada a ver com uma pirâmide financeira. Afinal, uma pirâmide financeira é a captura de novos clientes para entrar em um negócio que vai gerar ganhos para os membros mais antigos. Já as criptomoedas são ativos com quantidade finita, ou seja, é uma moeda de troca, como se fosse um dinheiro. É muito importante desconfiar de empresas que prometem rentabilidade adicional a investidores que trouxerem novas pessoas.

Quais são as principais criptos?

Apesar de o Bitcoin ser a criptomoedas mais famosa, existem muitas outras no mercado. Além disso, todos os anos também vão surgindo novas criptos. Então, selecionamos algumas das mais conhecidas e utilizadas por investidores atualmente.

Bitcoin

A mais famosa de todas. Assim, o Bitcoin é a criptomoeda mais valiosa e melhor estabelecida. Foi desenvolvida em 2008 e apresentada em 2009 pela primeira vez pelo programador Satoshi Nakamoto e é considerada a primeira criptomoeda. O Bitcoin foi criado durante a crise financeira de 2008 que foi iniciada no mercado americano de hipotecas. O objetivo era criar um substituto virtual para o dinheiro de papel para poder eliminar a necessidade de bancos intermediando operações financeiras.

Bitcoin Cash

É uma versão mais nova do Bitcoin criada em 2017. Afinal, cripto Bitcoin Cash foi desenvolvida com o propósito de aperfeiçoar o Bitcoin. Além disso, a principal diferença é que a Bitcoin Cash permite transações mais rápidas e com taxa mais baixas.

Ethereum

Esta é considerada a segunda moeda mais importante da atualidade. Além disso, ela foi viabilizada por meio de financiamento coletivo no ano de 2014 e seu criador é o programador Vitalik Buterin. Inicialmente, o Ethereum não foi criado para ser uma criptomoeda como o Bitcoin. Entretanto, atualmente, o Ethereum está entre as criptomoedas mais negociadas no mundo.

Ripple

Além de criptomoeda, funciona também como rede de pagamentos. Ela foi idealizada por Ryan Fugger(desenvolvedor), Chris Larsen(empresário) e Jed McCaleb(programador). Foi lançada no ano de 2012 e é muito popular entre investidores por possuir taxas menores. Além disso, ela não contempla um processo de mineração, diferente de outras criptos como Bitcoin e Ethereum, por exemplo.

Tether

Esta criptomoeda é conhecida por sua estabilidade. Isso acontece pelo fato dela, normalmente, se equiparar ao dólar em valores. Porém, não quer dizer que ela não possa ter variações. Isso acontece porque a Tether foi lançada em 2014, por uma empresa de mesmo nome, com este objetivo de se equiparar com o dólar americano. Assim, por ter essa estabilidade característica, diversos investidores acabam apostando nela para evitar prejuízos significativos em operações. Além disso, o Tether é negociado, em sua maioria, na Bitfinex(grande bolsa de criptomoedas) que possui acionistas e executivos em comum com a empresa Tether que controla a cripto.

Litecoin

A Litecoin surgiu em 2011 e possui características bem similares ao Bitcoin, mas sua versão é mais leve. Assim, suas transações são feitas com muito mais rapidez. Charlie Lee, ex-funcionário do Google, é o criador desta cripto. Por ter um processamento mais rápido nas transações, é considerada uma boa alternativa para operações no dia a dia.

Por que elas são uma boa opção de investimento?

A pandemia gerou uma crise econômica mundial que fez com que muita gente perdesse dinheiro. Porém, mesmo com o caos na economia, as criptomoedas de uma forma geral se mantiveram fortes e até valorizaram.
Diversos governos e indústrias já estão cientes do poder das criptomoedas e estão apostando no seu uso para o futuro. Foi a crescente popularização delas e fez com que estas instituições se aprofundassem mais no assunto e entendessem os benefícios. Do mesmo modo, outro ponto positivo são as taxas com valores baixos ou até a sua ausência. Afinal, transferências e pagamentos realizados com criptos custam menos do que os meios tradicionais.

Criptos ao seu alcance

Esperamos que este Guia Completo das Criptomoedas tenha lhe ajudado a tirar suas dúvidas e descobrir ainda mais informações sobre estes ativos financeiros. As criptomoedas são a inovação do presente e, provavelmente, a realidade do nosso futuro.
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