Black Money: o que é e como esse movimento empreendedor enfrenta o racismo?

Publicado por Vinicius Gazoni em

Black Money, termo criado no EUA e que pode ser traduzido como “dinheiro preto”, diz respeito ao incentivo de consumos de produtos e serviços produzidos por negros, bem como o empreendedorismo e a consciência social, econômica e financeira.

Dados do último estudo do IBGE apontam que, em 7 anos, a população autodeclarada negra cresceu 32% no Brasil. São 5 milhões a mais de pessoas. Ao todo, representam bem mais do que a metade da população nacional.

Hoje, pela primeira vez, graças à programas sociais implantados nos últimos anos, os negros já são maioria nas universidades públicas. Os números mostram que, em 2018, esse número chegou a 50,3% das pessoas matriculadas.

Junto disso cresceu um movimento chamado Black Money, que prega, como citamos, empoderamento financeiro para pessoas negras. Todavia, você sabe como isso está sendo aplicado na práticas?

Ou, melhor: de que forma isso contribui para enfrentar o racismo, problema ainda muito frequente no Brasil?

Esses são alguns dos tópicos que, a partir de agora, abordaremos neste artigo.

Boa leitura!

Black Money: conceito e origem

Black Money, ou dinheiro negro, é o ato de empoderar as pessoas negras em termos de consumo de serviços e produtos, além de estimular o empreendedorismo e a consciência de social, econômica e financeira.

A expressão foi popularizada no EUA mas nasceu bem antes, no século 20, por conta de Marcus Garvey. O jamaicano, aliás, é considerado um dos maiores ativistas da história do movimento negro.

Sua filosofia diz que as comunidades negras precisam investir em si e gerar riquezas: tanto intelectual como social. E que, a partir do fortalecimento da comunidade, é possível fazer-se visível em diversos segmentos da sociedade como na política, ciência, tecnologia e, claro, educação.

O Black Money, assim, surgiu também da necessidade de união dos negros americanos por conta de um histórico de segregação racial fortíssimo, especialmente no país.

Esses acontecimentos fizeram com que a comunidade fosse obrigada a criar seus próprios empreendimentos, a voltar-se para si própria com a valorização da produção local.

No Brasil, a busca por erradicar racismo estrutural no país é a meta do movimento Black Money. Tanto que, embora não tenha a mesma dimensão no EUA, no Brasil ele vem ganhando cada vez mais adeptos e praticantes.

A ideia é a mesma: fazer com que o dinheiro circule o maior tempo possível dentro da comunidade negra, dando condições, assim, de empreender e inovar, gerando valor e impactando as pessoas continuamente.

Black Money: o racismo que persegue, une e transforma a forma de lidar com o dinheiro

Outro fator que fez a ascender o Black Money no EUA foram os episódios recentes – e ainda frequentes – de jovens negros mortos, especialmente em confronto com autoridades locais.

Isso fez com que a comunidade afro americana fortalecesse ainda mais suas formas de consumos, adquirindo crescentemente produtos e serviços produzidos pela própria comunidade negra.

Podemos citar, como exemplo a criação do movimento #BankBlack Challenge em 2016. Traduzindo: desafio do banco negro. A proposta era movimentar os investimentos financeiros de bancos tradicionais para bancos negros – seja criada para a comunidade afro, seja dirigidos por ela.

Ter acesso à crédito e dinheiro também sempre foi um grande desafio e problema para a comunidade negra. Por isso cresceu em importância aderir à instituições que não só tem como filosofia a igualdade, mas que colocam isso em prática.

Investir o dinheiro e poder empreender é, sem dúvida alguma, algo que o movimento black money luta para que a comunidade afro possa se fortalecer cada dia mais.

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Até a próxima!


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